contra os golias.
Basquete na praça. Street, dupla.
[..] Pegando a bola com segurança de quem "sabia" o que fazer, quica com "poesia" a bola na frente do grandalhão de 2m de altura que ri do franzino jogador a sua frente.
Passando a bola entre as pernas do Golias, vai pr'um canto extremo do garrafão da quadra improvisada e arremessa.. 3 segundos pareceram eternos até a bola passar e imediatamente soar o tão prazeroso "chuar"..
Foi de três!
Ele não pôde, não quis mas, aí quis, teve que acreditar,
- Sim, sim! [gritava o parceiro] Ganhamos daqueles monstros! Foi de três, três!
Pulava e, com uma coragem que não sabia a origem gritava olhando na barriga, porque só alcançava até ali, do gigante e dizia - Você pode rir agora Golias, ria Golias, ria!
E a molecada toda dizia, - Cara! Foi de três, três!
- Chuáaaaaaá!!! Bem na frente deles! Chuaaaaa!!
Não sabia o que fazer, o que dizer, podia tocar o aro e ficava pendurado, e zuava com os caras e eles envergonhados diziam "tah aprendendo ein Teddy!"
Foi incrível!
As tardes daquele ano não valiam se não houvesse a pelada e depois o rolé de skate.
Ver filmes e depois game até o outro dia.
Aos sábados, 04h30m começavamos a nos reunir e seguir pra praça, basquete!
E ainda rolava ensaios pro teatro!
15 anos, anos incríveis!
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