céu. bells bells bells
O céu na minha cara, no céu.
O céu aqui fora, nos meus olhos, na minha boca.
Uma chuva ensaia pelos cantos, cristais em foco, não pode ser tristeza, é bonito.
O tempo dançando, zomba de mim. As pedras sem folhas, vidros enfeitando corpos e janelas. São prédios na verdade. Árvores à La homens.
É um mundo novo no céu. Num céu que nasceu agora. Azul, castanho, preto, vermelho, sangue. Paz no céu. Eu sou terra. Sou fogo também. Sou mulher, menino. Fruto bendito entre vós e, nada além do céu. E nas minhas coxas, ou nos meus pés, nádegas de céus, meu peito aberto por causa da luz do dia, por causa dela, ela sim, é um céu! Como eu, como nós, nus no céu.
Nuvens são os seus cabelos e a sua boca não pode ser comparada assim. A boca é um infinitivo perfeito, mais que veludo ou pétalas de flores, é o céu mais macio, o mais feliz, o céu que protege e que canta que sopra o fôlego, que beija a luz, a terra, o céu que está no chão. Eu estou no chão, ela está no chão.
Um céu, não mais que esse mesmo céu, sendo céu, já está sob a minha cabeça, mas ela paira junto as nuvens!
Se paixão, é por causa das coisas do céu.
To me apaixonando na chuva que cai daí do céu, porque eu me divido em dois, pra não perder nada, nem aqui no chão, nem lá no céu.
Se cair, ainda terei o chão. Mas e se eu deitar no chão? Ela vai mandar a chuva e vai soprar pra me acordar e ir pro céu. Como ela é, como ela está, aqui no chão, que é o céu, se a gente quiser.
– Oi, você é que é o meu céu? Gosto de você, mas eu sou o chão.
– Mas o céu está no chão. Como você mesmo disse.
– Então é você aqui! O céu no chão.
– Eu quero você.
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