teus olhos meus.
Teus olhos meus é uma música, como a vida, como o mar. É um filme. É um conto, um cochicho sobre o amor, um grito por socorro. O mesmo clichê do humano sem direção.
Voce sabe, não temos muita certeza de nós mesmos.
A fotografia [comandada por Othon Castro] parece ser a impressão da música que toca sem parar. Uma trilha insistente que nos mantém ligados nas figuras e suas ações enlouquecidas.
Não usaram tripés, não deram estabilidade às imagens. Assim como não vemos estabilidade alguma nas pessoas que vivem as suas vidas nos mostrando um pouco da realidade humana que, talvez insensíveis em nossas normalidades, só percebemos quando estamos em frente a uma projeção do cinema!
O protagonista é o sonho. O sonho de liberdade, a vontade de viver uma vida sem tantos conceitos e verdades absolutas. Esse protagonismo é comum a uma dupla.
Gil, é um menino, um órfão, um artista e sonhador.
Sem mãe, criado pela tia que apesar da sua juventude aparenta mais de quarenta, idade causada por um casamento infeliz com um homem sem capacidade para entender algum significado sobre o respeito e atenção à condição humana.
A insensibilidade do homem bruto, manda para as ruas da Cidade Maravilhosa o Gil músico. O que não será uma perdição. Acontece aí o encontro que dará formas ao roteiro assinado pelo também diretor Caio Sóh.
Praia, o lugar perfeito para compor músicas e, se tiver whisky, isso sairá com mais rapidez. Quem oferece a bebida é Otávio. Um sonhador apagado por anos de mentiras e ilusões, vivendo sorrisos causados apenas por flashbacks de alguns momentos felizes. Um pouco mais de clichê, porque voce já deve saber, não somos muito diferentes afinal.
Uma noite de descobertas e práticas de vontades outrora absurdas. Uma libertação, o início de duas outras vidas, nestas mesmas que pareciam estar no fim.
Dois homens. Um parece ser o ontem do outro, assim como o outro parece ser o amanhã do mais jovem.
Importa ser o que? Importa estar, ser de alguem, por alguem viver e esquecer de se perceber?
Importa ser normal, mas o que é normal afinal?
Importa o amor, o amor é entre homem e mulher mas, quem é homem e quem é mulher?
Importa o peito, o sorriso, a vida.
Importa viver.
Eles decidem isso. E decidem isso a ritmo intenso.
O final, voce não ia querer ler. Acredite, você não ia querer ler!
De "Teus olhos meus", o roteiro foi o que mais me encantou. A surpresa proposta. Foi como viver um dia novo. Como deveria ser todos os dias.
As formas que as cenas tomaram, levavam o público a um passeio na praia, nas ruas, no quarto da tia, do menino, do homem maduro.
Os vai-e-vens dos pensamentos e atitudes, ora juvenis, louco adolescente, ora responsavel demais imitavam as ondas. Elas, voce sabe como são. Elas são o mar, como a vida é.
Mesmo assim, nem tudo foram flores na sessão.
Haviam pessoas ortodoxas e puritanas demais pra receber uma verdade tão crua.
"Meu Deus, o que é isso!?" Ouvi em sussurros na escuridão até ver grupinhos saindo da sala, seguidas por outros gatos pingados, minutos depois.
Pudera também, a classificação é 18 anos. E o cinema está para todos, ve quem quer, respeitemos pois.
Pra quem ficou: a sorte de encontrar a novidade tão necessária nos filmes Brasileiros. Estes mesmos feitos fora das grandes Distribuidoras e produtoras dominantes do mercado audiovisual brasilero.
Caio Sóh dirigiu o filme e, finalizou com 105 minutos de algo a mais pro cinema tupiniquim.
Teus olhos meus, é um filme pra ver, ouvir e sentir com todos os sentidos livres!
Mais aqui, http://www.lobofilmes.com/
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Voce sabe, não temos muita certeza de nós mesmos.
A fotografia [comandada por Othon Castro] parece ser a impressão da música que toca sem parar. Uma trilha insistente que nos mantém ligados nas figuras e suas ações enlouquecidas.
Não usaram tripés, não deram estabilidade às imagens. Assim como não vemos estabilidade alguma nas pessoas que vivem as suas vidas nos mostrando um pouco da realidade humana que, talvez insensíveis em nossas normalidades, só percebemos quando estamos em frente a uma projeção do cinema!
O protagonista é o sonho. O sonho de liberdade, a vontade de viver uma vida sem tantos conceitos e verdades absolutas. Esse protagonismo é comum a uma dupla.
Gil, é um menino, um órfão, um artista e sonhador.
Sem mãe, criado pela tia que apesar da sua juventude aparenta mais de quarenta, idade causada por um casamento infeliz com um homem sem capacidade para entender algum significado sobre o respeito e atenção à condição humana.
A insensibilidade do homem bruto, manda para as ruas da Cidade Maravilhosa o Gil músico. O que não será uma perdição. Acontece aí o encontro que dará formas ao roteiro assinado pelo também diretor Caio Sóh.
Praia, o lugar perfeito para compor músicas e, se tiver whisky, isso sairá com mais rapidez. Quem oferece a bebida é Otávio. Um sonhador apagado por anos de mentiras e ilusões, vivendo sorrisos causados apenas por flashbacks de alguns momentos felizes. Um pouco mais de clichê, porque voce já deve saber, não somos muito diferentes afinal.
Uma noite de descobertas e práticas de vontades outrora absurdas. Uma libertação, o início de duas outras vidas, nestas mesmas que pareciam estar no fim.
Dois homens. Um parece ser o ontem do outro, assim como o outro parece ser o amanhã do mais jovem.
Importa ser o que? Importa estar, ser de alguem, por alguem viver e esquecer de se perceber?
Importa ser normal, mas o que é normal afinal?
Importa o amor, o amor é entre homem e mulher mas, quem é homem e quem é mulher?
Importa o peito, o sorriso, a vida.
Importa viver.
Eles decidem isso. E decidem isso a ritmo intenso.
O final, voce não ia querer ler. Acredite, você não ia querer ler!
De "Teus olhos meus", o roteiro foi o que mais me encantou. A surpresa proposta. Foi como viver um dia novo. Como deveria ser todos os dias.
As formas que as cenas tomaram, levavam o público a um passeio na praia, nas ruas, no quarto da tia, do menino, do homem maduro.
Os vai-e-vens dos pensamentos e atitudes, ora juvenis, louco adolescente, ora responsavel demais imitavam as ondas. Elas, voce sabe como são. Elas são o mar, como a vida é.
Mesmo assim, nem tudo foram flores na sessão.
Haviam pessoas ortodoxas e puritanas demais pra receber uma verdade tão crua.
"Meu Deus, o que é isso!?" Ouvi em sussurros na escuridão até ver grupinhos saindo da sala, seguidas por outros gatos pingados, minutos depois.
Pudera também, a classificação é 18 anos. E o cinema está para todos, ve quem quer, respeitemos pois.
Pra quem ficou: a sorte de encontrar a novidade tão necessária nos filmes Brasileiros. Estes mesmos feitos fora das grandes Distribuidoras e produtoras dominantes do mercado audiovisual brasilero.
Caio Sóh dirigiu o filme e, finalizou com 105 minutos de algo a mais pro cinema tupiniquim.
Teus olhos meus, é um filme pra ver, ouvir e sentir com todos os sentidos livres!
Mais aqui, http://www.lobofilmes.com/
Mostra Internacional de Cinema - MIC em São Paulo.
Sábado, 29.10
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Mostra Internacional de Cinema - MIC em São Paulo.
Domingo, 30.10
Não dá pra falar de todos. O corre é louco aqui!
Deu pra ver ainda:
Novo Mundo
Lim Kah Wai - Japão, China, Malásia
A alma roqueira de Noel
Alex Miranda - Brasil
Low Life
Nicolas Klotz e Elisabeth Perseval - França
Diretores e equipe presentes na sessão!
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Diretores e equipe presentes na sessão!
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