pelo sorriso de Lucy.
CENA 23 – RUAZINHA DE TIJOLOS – EXTERNO - NOITE
Um casal no final da rua, galhos secos, bombons de chocolate e uma flor amarela ao redor. Eles parecem conversar. Não ouvimos o que dizem, estão distantes. Ensaiam um beijo.
LOCUTOR (OFF)
As mulheres, em suas fragilidades representam a maior subversão que o espírito humano pode apresentar. Subversão ao que o homem em sua falsa, ou nenhuma modéstia, criou. A mulher é ao mesmo tempo todas as coisas que escreveram para que elas fossem e elas mesmas tais como escreveram a seus bels prazeres. Isso quer dizer? Elas têm atitude.
Havia uma melodia naquele silencio todo. Lucy não esperou palavras ou prosa alguma de Joaquin. Surpreendeu o rapaz com um beijo. Um beijo da mais pura meninice, da mais verdadeira beleza, um selo de valor incalculável. Ela parecia compreender a angústia, os pensamentos, as nóias que Joaquin sustentou até ali. Ela precisava entender o porquê daquilo, o porquê daquele gostar à moda tão antiga e assim um querer tão novo...
CORTA PARA:
Lucy parece encantada.
(Lucy) – Por quê? – pergunta.
Joaquin, hiperativo e emocionado.
(Joaquin) – São as ondas que os seus cabelos fazem moça, que me deixam assim. E o meu mar, na verdade, é você e agora percebo que o céu mais longe não está a mais que um tanto de coragem, isso que você insiste em me dar. Não tenho um porque, tenho um tanto grande de querer.
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