12.20.2011

Satori Uso
na estória, uma musa, que nao se deixa existir por inteira.
um amor que não se sabe o por que de nao fluir, se ela existe, se ele a quer, se os dois estao assim, para estar, para ser, para ir, ir e ir por aí, por lá.

a poesia toda que vem e que vem e vem e fica.

e as sombras na fotografia.

e os caminhos que nos levam em suas costas, nas suas cabeças, no seu peito, um passeio lá fora nos campos com as flores, com o vento, com o céu e aí a chuva.

o cinema.

a vida a sós, consigo mesmo. com a estadia eterna numa cabana de madeira, bem no alto da colina, com o bule piando no fogo da lareira que queima o barro e os galhos das arvores secas por causa dos dias que foram e que foram e se foram.

ela estava lá.

as cinzas são pretas, porque são brancas, são como um Moiré alem da sua existencia por causa da junção que elas se permitiram até aqui, em que são uma. Uma cor só.

um filme de haikais, um Satori Uso que não existe além dos haikus, nascido na terra do sol nascente, bem perto do Brasil, esquina com o sul de algum lugar na imaginação do poeta. O tal "fake doc", Satori Uso, definem assim: "Um poeta das sombras, um cineasta sem filmes, e uma musa enigmática. Um documentário sobre um poeta que nunca existiu, apresentado por um cineasta imaginário."

é bom ver, pra saber.

[http://www.portacurtas.com.br/Filme.asp?Cod=5104]

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