ao mundo dos vivos
[minha gente],
inclusive da gente mesmo.
Ainda amarrados a uma liberdade qualquer,
a um fétido pensamento que por assim ser,
perde o nome de ação.
perdidos, por fim, continuamos vagando como os coadjuvantes de walking dead, pra quem Ă© pop,
pra quem nĂŁo tem mais vida e mesmo assim, precisa comer.
igual a nĂłs mesmos, os vivos:
para que mais serve o homem se nĂŁo para comer e dormir?
Morrer! Dormir, sĂł isso.
Dormir e talvez sonhar!
Aà está algo ardentemente desejável, morrer.
Dormir, tenho dito, sĂł isso.
Matar os culpados pela nossa miséria,
matar a fome de justiça dando fim ao governador,
ao deputado e a presidenta,
o prefeito dirá coisas sobre o quanto estamos bem na cidade!
mataremos também os poetas, malditos prepotentes que insistem em dar vida às coisas
e todas as coisas!
matem, por Deus, os atores, os artistas e os cineastas que fabricam mundos em suas mentes!
pela nossa sede, matem também a todos que amam!
a todos que se dizem livres e livres vagam por aĂ.
ao amor prĂłprio,
a propriedade de uma alma colorida,
de uma vida inteira Ă luz do nada, vulgar assim, nada.
escravos de nĂłs mesmos, disse.
ser ou nĂŁo ser, deixou de ser uma questĂŁo.

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