10.03.2013

ao mundo dos vivos

Ainda escravos 
[minha gente],
inclusive da gente mesmo.

Ainda amarrados a uma liberdade qualquer,
a um fĂ©tido pensamento que por assim ser, 
perde o nome de ação.
perdidos, por fim, continuamos vagando como os coadjuvantes de walking dead, pra quem Ă© pop,
pra quem nĂŁo tem mais vida e mesmo assim, precisa comer.

igual a nĂłs mesmos, os vivos:
para que mais serve o homem se nĂŁo para comer e dormir?

Morrer! Dormir, sĂł isso.
Dormir e talvez sonhar!

Aí está algo ardentemente desejável, morrer.
Dormir, tenho dito, sĂł isso.

Matar os culpados pela nossa miséria,
matar a fome de justiça dando fim ao governador,
ao deputado e a presidenta,
o prefeito dirá coisas sobre o quanto estamos bem na cidade!

mataremos tambĂ©m os poetas, malditos prepotentes que insistem em dar vida Ă s coisas
e todas as coisas!
matem, por Deus, os atores, os artistas e os cineastas que fabricam mundos em suas mentes!

pela nossa sede, matem tambĂ©m a todos que amam!
a todos que se dizem livres e livres vagam por aĂ­.

ao amor prĂłprio,
a propriedade de uma alma colorida,
de uma vida inteira Ă  luz do nada, vulgar assim, nada.

escravos de nĂłs mesmos, disse.

ser ou nĂŁo ser, deixou de ser uma questĂŁo.

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