10.21.2011

a direção é essa?
Do mostrado até agora, apenas reflexos da minha mente bagunçada, uma busca por fuga desesperada do que me apaixona... São elas, as fantasias... As histórias de busca! Buscamos a todo tempo encontrar a nós mesmos.

Desde o inicio de tudo o homem busca formas para melhor se conduzir, sem correr o risco de se perder por ai. Através dos pontos cardeais podemos localizar qualquer lugar sobre a superfície terrestre. Os pontos cardeais são pontos de referência, igual quando vamos a um lugar que nunca havíamos ido e nos orientamos sobre o local, onde está, perto de onde fica. Normalmente o sol é a maior referência para acharmos uma direção, pois devemos saber qual o lado de sua nascente bem como o lado em que se põe.

Faz assim, vire as costas pro sol, vendo bem o horizonte, ao abrirmos os braços, teremos a posição dos pontos cardeais. Ao Leste, teremos o nascer! Ao oeste teremos o pôr do sol. O teu nariz indicará o Norte e às nossas costas, estará o Sul!
Pronto! Já sabemos onde estão as direções! Só falta saber qual delas seguir. Mas pra isso precisamos ter um destino e aí sim estaremos bem, não é?

Era isso o que queríamos não é?  Digo, um destino, uma direção. Era isso não era? Vamos! Era isso não era?

É, eu sei, não é o bastante. Porque assim, só sabemos pra onde ir literalmente, e não é isso o que a gente procura. Simplesmente o transporte do corpo pra lá e pra cá, como objetos, bagagens sendo movidas de ponto a ponto. A gente quer mais!

To certo de que queremos descobrir pontos e direções que a mente, o espírito possa seguir! Isso sim é libertário! Um destino, um lugar de verdade! Mas tem que ser logo! Já não há mais tempo!

Prova disso, veja o sol, tão paciente e em paralelo, cruel! De mãos dadas com o tempo, não perdoa ninguém! Veja o nobre rei, acorda bem cedo tomando o lugar da dama de prata e das estrelas. Alumia o mundo, permite o azulão dominante, rasga o céu e lá do outro lado abre mais uma vez espaço para a turma brilhante da noite fazer seu show! Finalizando mais um dia, levando assim as datas e impiedosamente, as nossas vidas, que nestes tempos resumem-se ao aceite das condições impostas, pelos outros e ridiculamente por nós mesmos que sentamos nas calçadas desenhadas a giz e assistimos ao espetáculo do sol acordando - rasgando o céu – e pondo se La do outro lado! E as vezes até despropositalmente lembramos das poesias – e por que não? – profecias cantadas por legiões que insistiam em lembrar que “temos todo o tempo do mundo...” “não temos tempo a perder...” “temos nosso próprio tempo...” “somos tão jovens...”

Tão Jovens! Tão Jovens!...

E emocionados, caímos na real, e a real é que noites tristonhamente cantadas, certamente nos trarão a esperança de manhãs mais felizes e nos trará o animo pra viver mais o que nos resta e como forma de libertação aceitar que o tempo não pára e que ao parar, sou só eu. Parado na imensidão da platéia adoradora do astro rei que insistentemente dá o seu show e leva as nossas vidas embora! Porque o tempo não pára e desta música, pulando as estrofes eu insisto repetir estas duas que não me fogem a cabeça porque: “Dias sim, dias não eu vou sobrevivendo sem um arranhão, da caridade de quem me detesta. Eu vejo o futuro repetir o passado, eu vejo um museu de grandes novidades, o tempo não pára, não pára, não, não pára.”

O terceiro gole, suficientemente tomou por completo meu corpo e deu tapas no meu espírito a fim de acordá-lo! Mais quente e vivo ele quer sair por aí numa direção e se encontrar, mesmo que seja na correria do céu rasgado pela luz do sol!

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